Friday, July 17, 2009

Crónicas de Miguel Afonso dos Santos: Ambiente e Turismo - Turismo Sustentável

Os momentos que se vivem actualmente no nosso sector não são os mais fáceis e todos os dias tento reflectir sobre o que poderia ser feito para que Portugal conseguisse ganhar peso mundial na balança do Turismo.
Surgem de imediato várias questões: Se temos um País com sol, mar e património, porque não somos mais conhecidos? Se somos um dos países mais baratos, porque é que nesta altura de crise não temos mais procura? Se temos um povo hospitaleiro, um standard bastante elevado e produtos hoteleiros fabulosos, porque somos visto como um país de segunda? Se o Turismo ainda é o que nos resta, porque não olhamos com atenção, estratégia e inteligência e o aproveitamos?! Todas estas perguntas me fazem alguma confusão!

Na semana passada, tive a honra de ser convidado para participar num painel restrito, com gente de valor, e dar a minha opinião sobre o Ambiente e o Turismo. No momento em que me endereçaram o convite, achei um pouco complexo, pelo facto de ter que opinar sobre uma matéria que na realidade não domino. Mas um ou dois dias depois, percebi que Portugal poderia ter uma janela de oportunidade. E passo a explicar:

O mundo turístico está viciado. Os hotéis e grupos hoteleiros promovem-se nas mesmas feiras, nos mesmo países, da mesma forma e no mesmo momento. Com sorte ou conhecimentos pessoais, resulta em negócio. O mesmo se passa com os países. Fazem promoção nas mesmas feiras, fazem anúncios institucionais entre intervalos na Eurosport ou CNN. “Outdoors” e autocarros são locais onde já nos habituámos a ver um qualquer país emergente.
Além de achar que há uma enorme falta de criatividade e originalidade, duvido do retorno efectivo dessas campanhas. O pior é que nós fazemos o mesmo!
O resultado normal é que quando há uma tendência de subida generalizada, todos sobem. E quando há uma descida, todos descem. E isto pelo facto de ninguém ser diferenciador e ter uma verdadeira vantagem competitiva.

O Turismo é uma das actividades mais importantes para o desenvolvimento nacional. A aposta na qualidade, em detrimento do turismo de massas, parece acertada. Mas o futuro do desenvolvimento passará por uma visão estratégica no Ambiente.
A minha teoria é simples mas ambiciosa: Portugal - Uma Vantagem Competitiva Global com Turismo Sustentável.

Julgo que já todos realizámos que, enquanto empresas, individuos ou países, é urgente tomar medidas ambientais, de forma a manter o presente e preservar o futuro. Mas se é algo que temos que fazer, como o fazer e ainda ganhar com isso? Como fazer com que seja vantajoso para Portugal?

A ideia é simples: “Portugal Go Green”. Realizar uma aposta estratégica no Turismo, fazendo de Portugal o primeiro país do mundo onde a totalidade das empresas ligadas ao Turismo teria uma certificação ambiental. Sem dúvida que será uma grande ambição, mas daria a Portugal uma vantagem competitiva, porque são ainda poucos os países que perceberam esta tendência.
O facto de sermos um país pequeno, poder-nos-ia dar uma oportunidade de nos recolocarmos: além de Turismo de qualidade com uma oferta vastíssima, também um Turismo ambientalmente sustentável. Esta bandeira verde faria de Portugal um exemplo global e atrairia as atenções externas e internas, servindo posteriormente de alavanca para os restantes sectores e população nacional.

Julgo que são poucos os que já perceberam a tendência de "go green". Há uma mudança de comportamento de consumo, há uma escolha por determinado produto ou serviço, pelo facto de estar ou não associado à causa... E o mesmo acontecerá aos países.
O que é um país se não um produto. Que como qualquer produto, tem que ser pensado, antes de criado, tem que ser embalado, comunicado, comercializado e, como em qualquer organização ou empresa minimamente consciente do poder do consumidor, deverá saber se o consumidor ficou satisfeito com esse mesmo produto. E, por último, qualquer produto tem um ciclo: nasce, cresce, amadurece e, se não acompanha a evolução, morre.

As próximas Gerações :
– 89% farão opções de marcas que tiverem alinhadas com a causa;
– 74% ouvirão as marcas que tiverem alinhadas com a causa;
– 69% consumirão marcas alinhadas pela causa;
– 66% recomendarão marcas alinhadas pela causa.

No futuro, que já está mais próximo do que esperamos, os destinos serão escolhidos pelos indicadores de sustentabilidade oferecidos. Logo, é urgente uma política consistente para vencer. Pensar em certificar todas as unidades ligadas ao Turismo poderá parecer exagero. Mas não, é um objectivo. No entanto, há vários entraves:
– Excesso de oferta de certificações;
– Certificações demasiado burocráticas;
– Valor para certificações.

Julgo que existem pontos importantes para se atingir este objectivo: Comunicar, Educar, Simplificar, Desburocratizar e Certificar.

O Futuro do Turismo passa, sem dúvida, por andar em paralelo com o ambiente. Mas se não houver estratégia e acção governamental coerente é mais uma oportunidade que se perde.

Ficam aqui algumas ideias que podem ser aproveitadas por quem tenha interesse na matéria:
• Criar uma equipa de coordenação e cooperação, para acelerar processos;
• Promover a utilização dos transportes públicos;
• Promover a reutilização da energia;
• Promover a utilização de materiais “eco friendly”;
• Sensibilizarpara a poupança (de água, energia,..);
• Sensibilizar para a redução do desperdício;
• Sensibilizar para a reutilização e reciclagem;
• Promover a instalação de painéis fotovoltaicos;
• Simplificar processos de certificação;
• Criar um Concurso Anual de Boas Práticas;
• Apostar nas micro-empresas, continuando o incentivo ao Turismo de Habitação Rural, ajudando a preservar o Património e a evitar a desertificação;
• Aproveitar o conhecimento sénior, através do incentivo ao trabalho em museus, transportes, postos de turismo, monumentos, postos de informação;
• O "cluster" do mar deverá igualmente ser prioridade;
• Continuar a requalificação da orla marítima;
• Preservar o Património, alocando mecenas voluntários aos monumentos;
• Adaptar a oferta turística à procura do cliente; controlar os produtos a licenciar, mas acelerar os processos;
• Prever quotas de crescimento de oferta hoteleira;
• Promover online as políticas e estratégias para o Turismo sustentável;
Visit Portugal é a porta de entrada online para Portugal, Turismo de Portugal é a imagem institucional do Turismo. Nenhum destes sites faz referência na página inicial ao "Go Green" ou ao turismo sustentável. Seria interessante colocar na página principal, uma referência às preocupações com o tema por parte dos organismos oficiais de Portugal.


Miguel Afonso dos Santos
Director Geral Hotéis Real - Lisboa

Wednesday, May 27, 2009

Crónicas de Lourenço Ribeiro: Pense Thalasso!

Quando a água do mar é aquecida a 35ºC, os oligo-elementos que ela contém atravessam a barreira cutânea da nossa pele e ajudam o organismo a reconstruir-se e regenerar-se. A água do mar contém praticamente a totalidade dos sais minerais e oligo-elementos presentes na terra e o seu uso, num ambiente controlado, permite retirar benefícios físicos para muitas patologias.

Em França, existem mais de 100 centros de Thalassoterapia e o seu uso é recomendado por muitos médicos aos seus pacientes, que vão assim beneficiar dos efeitos das suas curas por um período de 6 meses, permitindo melhorar muito o seu bem-estar e qualidade de vida.

2 Hotéis, 1 centro de Thalassoterapia
Sob supervisão médica, o Real Spa Thalasso desenvolveu 6 curas estandardizadas para as muitas patologias que tiram benefícios da Thalassoterapia: Reumatismo e dores nas costas, Anti-tabaco, Pernas Cansadas, Celulite, Detox, Bem-estar e Anti-stress.

As curas têm a duração de 1 semana de forma poder retirar o máximo benefício, pois só no final do terceiro dia é que o corpo começa a reagir aos tratamentos. Elaboradas sob supervisão médica, as curas incluem sempre uma consulta médica para elaborar um plano individualizado de temperaturas, pressões e durações dos diversos tratamentos que compõem a cura.

Todas as curas incluem 4 tratamentos por dia que são habitualmente alternados entre manhãs e tardes, de forma a deixar aos curistas tempo livre para desfrutar de tudo o que o Algarve oferece.
Os tratamentos incluem tratamentos individuais e tratamentos em grupo. Dentro dos mais frequentes encontramos: Parque Thalasso livre, hidromassagem Thalasso, reeducação Thalasso, Capsula Thalasso, envolvimento de algas, aplicações de algas, hidroterapia colectiva, massagem subáquatica, duche de jacto, Coco, Sauna, Hamman, Fitness, actividades de grupo, entre outros.
Os tratamentos de relaxamento extras, como a massagem de pedras e massagem geral e muitos outros, não estão incluídos nas curas. No entanto, os curistas beneficiam de um desconto de 30% em todos os tratamentos.

Todas as curas estão disponíveis com alojamento em 4 e 5 estrelas, no Real Bellavista Hotel & Spa e no Grande Real Santa Eulália Resort & Hotel Spa respectivamente, a partir de €749,00 por pessoa para 1 cura de uma semana com alojamento e meia-pensão.

Quer seja para prevenção ou para melhorar a sua qualidade de vida, pense Thalasso!

Lourenço Ribeiro
Director Geral Hotéis Real - Algarve
Grande Real Santa Eulália Resort & Hotel SPA

Friday, May 22, 2009

Crónicas de Spa: Terapia e/ou Relax

Terapia e Relax? Será possível conciliar tudo no mesmo espaço? Conseguiremos, sem defraudar orientações estratégicas, logística de espaço e ambiente, ter dentro do mesmo Spa a vertente terapêutica e a vertente de relaxamento e beleza?

A capacidade para o fazer, estará sempre intimamente ligada à concepção e à exploração das potencialidades de cada espaço.

Enquadrar, por exemplo, um programa de Gestão de Peso, no Real Spa Marine, foi mais fácil do que imaginávamos. À medida que as propostas de complementar o programa iam surgindo, rapidamente surgiam as soluções: Consultas de Nutrição, Fitness, refeições, Balneoterapia com utilização de água do mar, Tratamentos Adelgaçantes, Reafirmantes, Drenantes, Envolvimentos, etc. Tudo foi articulado e constituiu o esqueleto deste programa.
Se a isto juntarmos todo o apoio que conseguimos do Hotel, a nível de alojamento e workshops de cozinha, e se ainda considerarmos a localização, que nos permite fazer caminhadas no exterior, facilmente percebemos o porquê de querermos atribuir ao Real Spa Marine uma missão bem para além do Spa Relax.

A aposta tem residido na multifuncionalidade e na optimização máxima dos recursos que o espaço nos permite. No entanto, é de igual forma importante ter recursos humanos que acompanhem esta variedade de tratamentos e que estejam sensibilizados para todo este enquadramento.
Nessa perspectiva, o apoio à formação contínua dos nossos técnicos tem sido previligiado para que possamos, o mais possível, nunca virar costas a nenhum “desafio”, lançado por qualquer cliente ou necessidade de mercado.


Cristóvão Silva
Director do Real Spa Marine
Grande Real Villa Itália Hotel & Spa

Monday, May 18, 2009

Crónicas de Lourenço Ribeiro: Blue Ocean Strategy

Muitos já devem ter ouvido falar do cada vez mais famoso “Blue Ocean Strategy”. O conceito existe há muito, mas não tinha um nome. Agora, que as coisas a nível económico não estão famosas e estamos todos à procura de soluções, o conceito assume uma maior relevância.
O Buzz já foi TQM, Zero defect, customer focused, CRM, Six Sigma (tinha de ser). Agora, é BOS.

Então o que há de novo com o Blue Ocean? Quase nada! Diz o seguinte:
Diferenciação é a chave, e para isso devemos:
- Eliminar processo inúteis;
- Reduzir custos abaixo do que era suposto acontecer;
- Aumentar os factores que podem diferenciar;
- Criar conceitos que nunca foram vistos na indústria.

A novidade centra-se num ponto chave que é a “criatividade”. Não aquela que permite benefícios graduais, mas sim aquela que permite uma vantagem competitiva tremenda. A ideia é excelente! O exemplo mais emblematico será, talvez, o “Cirque du Soleil”.

Mas o Velho do Restelo diria sempre: “Sim senhora, e o que aconteceu a todos aqueles que arriscaram sair do Red Ocean para ir para o Blue Ocean? Falam sempre dos casos de sucesso e os caso de insucesso? Quantos não tinham a ideia certa, quantos não tinham carta, quantos não sabiam navegar, quantos não tiveram aceitação? Arriscar sim, mas q.b.! Morrer na praia, Não!”

Para mais info: http://www.blueoceanstrategy.com/


Lourenço Ribeiro
Director Geral Hotéis Real - Algarve
Grande Real Santa Eulália Resort & Hotel SPA

Thursday, May 7, 2009

Crónicas de Spa: Inovação e Tecnologia em ambiente de Spa

As novidades, as novas terapias, as tecnologias e os equipamentos surjem no universo dos Spa’s a igual velocidade com que surjem em todos os outros universos com os quais lidamos diariamente. O que hoje é de ponta para a semana deixa de ser novidade.

A questão que cada vez mais se coloca é: Até que ponto deveremos acompanhar cegamente a inovação no mundo dos Spa’s?

Esta evolução “cega” acarreta o risco de desvirtuar um serviço e de perder a orientação estratégica. Por isso, e numa perceptiva de constante fidelização de clientes, as inovações devem ser estudadas, analisadas com frieza, não caindo no erro de enveredar por caminhos que a curto prazo se poderão mostrar becos sem saída.

Somos pressionados todos os dias pelos fornecedores para avançar com novas ideias, novos tratamentos, novos equipamentos, novas estratégias e parcerias. Constantemente nos tentam fazer sentir ultrapassados, comparando-nos com A, B e C.

Obviamente que qualquer mudança provoca risco. É certo que qualquer alteração no ritmo, na rotina, nos hábitos, provoca desconfiança e medo, quer por parte dos clientes quer por parte dos técnicos que trabalham dia-a-dia com os equipamentos e produtos.

A solução, na minha opinão, passa numa primeira instância, e como já referi, pela cuidada análise e estudo das opções em mão.

Em segundo lugar, deverá existir um envolvimento de todos no processo de decisão. Não sou defensor, nem acredito na imposição de uma marca ou de um equipamento, mas sim numa vontade comum e numa consulta global de toda a equipa que irá trabalhar a dita marca ou equipamento.

Numa terceira e mais complexa análise, far-se-á uma consulta informal aos clientes, em que procuraremos aferir as suas expectativas e sentir as suas necessidades.

Todo este processo se desenvolve em prol de uma evolução regrada, estruturada e que não nos desvie nunca da nossa missão como Spa.


Cristóvão Silva
Director do Real Spa Marine
Grande Real Villa Itália Hotel & Spa

Thursday, April 30, 2009

Crónicas de Lourenço Ribeiro: Projectos de Interesse Nacional (PINs)

Um Projecto de Interesse Nacional, por definição, deveria ser um projecto com um interesse especial para o País, um projecto estruturante. No caso do Turismo, um projecto que tivesse a característica de ser a motivação, ou uma das motivações principais, para um turista visitar o nosso País.

Salvo poucas e louváveis iniciativas, a grande maioria dos PINs tem sido atribuída a projectos hoteleiros, com ou sem vertente imobiliária. Pergunto: em que medida é que estes projectos têm interesse para o País?

É certo que vêm qualificar a oferta, pois a maioria dos projectos são hotéis de 4 e 5 estrelas mas, tal como foi várias vezes referido pelo Dr. Vitor Neto, o número de passageiros para Portugal, pouco ou nada tem crescido nos últimos 10 anos. Isso quer dizer que o número de camas suplementares tem vindo a dividir o número de clientes por mais unidades hoteleiras e tem complicado os resultados da generalidade das unidades. Se acrescentarmos a isso, o impacto financeiro associado ao cumprimento das novas legislações em termos de HACCP, certificação energética, lei dos empreendimentos turísticos, etc. E ainda uma crise global, um euro forte e uma concorrência feroz a nível do sol e praia pela Turquia, Egipto e outros, receio que tenhamos os ingredientes necessários para fazer com que os players actuais da hotelaria, e os futuros, venham a ter grandes problemas.

Gostei bastante de uma intervenção do Hélder Martins, que falou do «Efeito 5, 4, 3» (hotéis 5 estrelas, serviço 4 estrelas, preços de 3 estrelas), pois acredito que se não agirmos depressa essa vá ser a tendência e, nessa altura, nem com a melhor vontade do mundo os projectos serão sustentáveis. Criámos o nosso próprio colapso, à imagem do que aconteceu com o sub-prime nos Estados Unidos.

Aqui está a problemática: tal como alguns investidores, os últimos governos apostaram muito na qualificação da oferta. As novas unidades e as novas legislações são a imagem disso. Não estou a dizer que está mal, antes pelo contrário. É óptimo, mas tem trazido custos operacionais suplementares. O problema é que as motivações pouco têm evoluído nos últimos anos.

Vamos ser honestos, todos sabemos que não podemos basear a nossa diferenciação em factores que só podem ser constatados depois de visitar o País. É importante, e acredito que temos feito um muito bom trabalho nesse sentido, porque o número de visitantes repetidos mostram-nos isso. O problema é que o turista quando procura um destino procura motivações e, quando quer sol e praia, vai comparar o nosso destino com outros e iremos sempre estar em desvantagem, devido aos nossos custos operacionais. Isto para não falar em sazonalidade.
Por exemplo, eu quero ir para a Jordânia. Porquê? Para ver o Mar Morto, para ver Petra, para ver o deserto e visitar locais de interesse bíblico... A diferenciação é a chave!

Os PINs foram importantes para perceber como se deve funcionar para acelarar o processo de aprovação de projectos, mas este processo deve passar à fase seguinte e passar a ser a rotina. PINs deverão ser os projectos que efectivamento são diferenciadores e criam motivações por si próprios. Só assim poderemos encher as nossas unidades hoteleiras e prosperar.

Gosto de pensar que um destino pode ser gerido como um parque temático. Quando abre temos alguns visitantes. Ao fim de 2 ou 3 anos, temos que acrescentar uma ou duas atracções para motivar novos visitantes e incentivar os anteriores a repetir. Passado 2 ou 3 anos, o mesmo tem que acontecer e assim sucessivamente, até que o parque atinja um tamanho tal que passa a ser uma motivação por si prório.

Lourenço Ribeiro
Director Geral Hotéis Real - Algarve
Grande Real Santa Eulália Resort & Hotel SPA

Monday, April 27, 2009

Crónicas de Spa: Porque é facil Sorrir no Grande Real Santa Eulália?

O ar do mar é rico em iões negativos, ou seja, umas partículas carregadas electricamente que, ao contrário das positivas, têm um efeito benéfico sobre o organismo, relaxando e favorecendo a produção de serotonina, um neurotransmissor cerebral cuja libertação produz a sensação de bem–estar.

A menos de 100 metros de distância da costa, a quantidade de iões negativos que há no ar é de 50.000 por metro cúbico, uma percentagem muito alta em comparação com os 500 que estão presentes no ar da cidade.

Os primeiros estudiosos da ionização atmosférica sobre a saúde foram Elster e Geitel, na Alemanha, e Thomson, em Inglaterra, nos finais do século XIX. A partir de 1920, realizaram-se investigações destacáveis na Alemanha, Rússia, Japão, Roménia, Estados Unidos e Israel. Mas é só a partir de 1950 que se descobre a influência da ionização sobre uma variedade de funções nos organismos vivos.

Não se conhecem bem os mecanismos desta influência, mas considera-se que uma proporção alta de iões negativos facilita a absorção e oxigenação das células. O predomínio de iões negativos na atmosfera favorece a produção de serotonina, um neurotransmissor com acção essencialmente sedante e tranquilizante. Em contraste, a ionização positiva inibe a serotonina e provoca estados de hiperactividade, agitação e agressividade.

O ar marinho também está carregado de oxigénio e oligoelementos, partículas nutritivas que flutuam no ar e que o organismo humano absorve através da respiração. Estes oligoelementos – minerais que se encontram no mar em proporções pequeníssimas e que o corpo não pode obter de nenhuma outra fonte - cumprem funções diversas no organismo. Muitos investigadores consideram que um grande número de doenças podem desencadear-se por um défice de um ou vários oligoelementos.

No Grande Real Santa Eulália Resort & Hotel Spa, somos privilegiados porque, além do que a vida nos dá, o Atlântico banha-nos com iões negativos.


Angelina Diegues
Chefe de SPA e Thalasso Hotéis Real - Algarve