Surgem de imediato várias questões: Se temos um País com sol, mar e património, porque não somos mais conhecidos? Se somos um dos países mais baratos, porque é que nesta altura de crise não temos mais procura? Se temos um povo hospitaleiro, um standard bastante elevado e produtos hoteleiros fabulosos, porque somos visto como um país de segunda? Se o Turismo ainda é o que nos resta, porque não olhamos com atenção, estratégia e inteligência e o aproveitamos?! Todas estas perguntas me fazem alguma confusão!
Na semana passada, tive a honra de ser convidado para participar num painel restrito, com gente de valor, e dar a minha opinião sobre o Ambiente e o Turismo. No momento em que me endereçaram o convite, achei um pouco complexo, pelo facto de ter que opinar sobre uma matéria que na realidade não domino. Mas um ou dois dias depois, percebi que Portugal poderia ter uma janela de oportunidade. E passo a explicar:
O mundo turístico está viciado. Os hotéis e grupos hoteleiros promovem-se nas mesmas feiras, nos mesmo países, da mesma forma e no mesmo momento. Com sorte ou conhecimentos pessoais, resulta em negócio. O mesmo se passa com os países. Fazem promoção nas mesmas feiras, fazem anúncios institucionais entre intervalos na Eurosport ou CNN. “Outdoors” e autocarros são locais onde já nos habituámos a ver um qualquer país emergente.
Além de achar que há uma enorme falta de criatividade e originalidade, duvido do retorno efectivo dessas campanhas. O pior é que nós fazemos o mesmo!
O resultado normal é que quando há uma tendência de subida generalizada, todos sobem. E quando há uma descida, todos descem. E isto pelo facto de ninguém ser diferenciador e ter uma verdadeira vantagem competitiva.
O Turismo é uma das actividades mais importantes para o desenvolvimento nacional. A aposta na qualidade, em detrimento do turismo de massas, parece acertada. Mas o futuro do desenvolvimento passará por uma visão estratégica no Ambiente.
O Turismo é uma das actividades mais importantes para o desenvolvimento nacional. A aposta na qualidade, em detrimento do turismo de massas, parece acertada. Mas o futuro do desenvolvimento passará por uma visão estratégica no Ambiente.
A minha teoria é simples mas ambiciosa: Portugal - Uma Vantagem Competitiva Global com Turismo Sustentável.
Julgo que já todos realizámos que, enquanto empresas, individuos ou países, é urgente tomar medidas ambientais, de forma a manter o presente e preservar o futuro. Mas se é algo que temos que fazer, como o fazer e ainda ganhar com isso? Como fazer com que seja vantajoso para Portugal?
A ideia é simples: “Portugal Go Green”. Realizar uma aposta estratégica no Turismo, fazendo de Portugal o primeiro país do mundo onde a totalidade das empresas ligadas ao Turismo teria uma certificação ambiental. Sem dúvida que será uma grande ambição, mas daria a Portugal uma vantagem competitiva, porque são ainda poucos os países que perceberam esta tendência.
Julgo que já todos realizámos que, enquanto empresas, individuos ou países, é urgente tomar medidas ambientais, de forma a manter o presente e preservar o futuro. Mas se é algo que temos que fazer, como o fazer e ainda ganhar com isso? Como fazer com que seja vantajoso para Portugal?
A ideia é simples: “Portugal Go Green”. Realizar uma aposta estratégica no Turismo, fazendo de Portugal o primeiro país do mundo onde a totalidade das empresas ligadas ao Turismo teria uma certificação ambiental. Sem dúvida que será uma grande ambição, mas daria a Portugal uma vantagem competitiva, porque são ainda poucos os países que perceberam esta tendência.
O facto de sermos um país pequeno, poder-nos-ia dar uma oportunidade de nos recolocarmos: além de Turismo de qualidade com uma oferta vastíssima, também um Turismo ambientalmente sustentável. Esta bandeira verde faria de Portugal um exemplo global e atrairia as atenções externas e internas, servindo posteriormente de alavanca para os restantes sectores e população nacional.
Julgo que são poucos os que já perceberam a tendência de "go green". Há uma mudança de comportamento de consumo, há uma escolha por determinado produto ou serviço, pelo facto de estar ou não associado à causa... E o mesmo acontecerá aos países.
O que é um país se não um produto. Que como qualquer produto, tem que ser pensado, antes de criado, tem que ser embalado, comunicado, comercializado e, como em qualquer organização ou empresa minimamente consciente do poder do consumidor, deverá saber se o consumidor ficou satisfeito com esse mesmo produto. E, por último, qualquer produto tem um ciclo: nasce, cresce, amadurece e, se não acompanha a evolução, morre.
As próximas Gerações :
– 89% farão opções de marcas que tiverem alinhadas com a causa;
– 74% ouvirão as marcas que tiverem alinhadas com a causa;
– 69% consumirão marcas alinhadas pela causa;
– 66% recomendarão marcas alinhadas pela causa.
No futuro, que já está mais próximo do que esperamos, os destinos serão escolhidos pelos indicadores de sustentabilidade oferecidos. Logo, é urgente uma política consistente para vencer. Pensar em certificar todas as unidades ligadas ao Turismo poderá parecer exagero. Mas não, é um objectivo. No entanto, há vários entraves:
– Excesso de oferta de certificações;
– Certificações demasiado burocráticas;
– Valor para certificações.
Julgo que existem pontos importantes para se atingir este objectivo: Comunicar, Educar, Simplificar, Desburocratizar e Certificar.
Julgo que são poucos os que já perceberam a tendência de "go green". Há uma mudança de comportamento de consumo, há uma escolha por determinado produto ou serviço, pelo facto de estar ou não associado à causa... E o mesmo acontecerá aos países.
O que é um país se não um produto. Que como qualquer produto, tem que ser pensado, antes de criado, tem que ser embalado, comunicado, comercializado e, como em qualquer organização ou empresa minimamente consciente do poder do consumidor, deverá saber se o consumidor ficou satisfeito com esse mesmo produto. E, por último, qualquer produto tem um ciclo: nasce, cresce, amadurece e, se não acompanha a evolução, morre.
As próximas Gerações :
– 89% farão opções de marcas que tiverem alinhadas com a causa;
– 74% ouvirão as marcas que tiverem alinhadas com a causa;
– 69% consumirão marcas alinhadas pela causa;
– 66% recomendarão marcas alinhadas pela causa.
No futuro, que já está mais próximo do que esperamos, os destinos serão escolhidos pelos indicadores de sustentabilidade oferecidos. Logo, é urgente uma política consistente para vencer. Pensar em certificar todas as unidades ligadas ao Turismo poderá parecer exagero. Mas não, é um objectivo. No entanto, há vários entraves:
– Excesso de oferta de certificações;
– Certificações demasiado burocráticas;
– Valor para certificações.
Julgo que existem pontos importantes para se atingir este objectivo: Comunicar, Educar, Simplificar, Desburocratizar e Certificar.
O Futuro do Turismo passa, sem dúvida, por andar em paralelo com o ambiente. Mas se não houver estratégia e acção governamental coerente é mais uma oportunidade que se perde.
Ficam aqui algumas ideias que podem ser aproveitadas por quem tenha interesse na matéria:
• Criar uma equipa de coordenação e cooperação, para acelerar processos;
• Promover a utilização dos transportes públicos;
• Promover a reutilização da energia;
• Promover a utilização de materiais “eco friendly”;
• Sensibilizarpara a poupança (de água, energia,..);
• Sensibilizar para a redução do desperdício;
• Sensibilizar para a reutilização e reciclagem;
• Promover a instalação de painéis fotovoltaicos;
• Simplificar processos de certificação;
• Criar um Concurso Anual de Boas Práticas;
• Apostar nas micro-empresas, continuando o incentivo ao Turismo de Habitação Rural, ajudando a preservar o Património e a evitar a desertificação;
• Aproveitar o conhecimento sénior, através do incentivo ao trabalho em museus, transportes, postos de turismo, monumentos, postos de informação;
• O "cluster" do mar deverá igualmente ser prioridade;
• Continuar a requalificação da orla marítima;
• Preservar o Património, alocando mecenas voluntários aos monumentos;
• Adaptar a oferta turística à procura do cliente; controlar os produtos a licenciar, mas acelerar os processos;
• Prever quotas de crescimento de oferta hoteleira;
• Promover online as políticas e estratégias para o Turismo sustentável;
• Visit Portugal é a porta de entrada online para Portugal, Turismo de Portugal é a imagem institucional do Turismo. Nenhum destes sites faz referência na página inicial ao "Go Green" ou ao turismo sustentável. Seria interessante colocar na página principal, uma referência às preocupações com o tema por parte dos organismos oficiais de Portugal.
Miguel Afonso dos Santos
Director Geral Hotéis Real - Lisboa
Terapia e Relax? Será possível conciliar tudo no mesmo espaço? Conseguiremos, sem defraudar orientações estratégicas, logística de espaço e ambiente, ter dentro do mesmo Spa a vertente terapêutica e a vertente de relaxamento e beleza?

